Um ser. Tele-encéfalo altamente desenvolvido e polegares opositores são suas características elementares de superioridade. Uma máquina. Planejada ao convívio, mas programada à individualidade. Não um programador. Não O programador. Simplesmente auto-programação. Um ser mecânico, cuja função é desconhecida ou, pelo menos, omitida pela simples vontade de viver pra si mesmo. Viver?! Acaso há vida em rotinas? Que vida há nas incertezas? Que vida há no orgânico? O respirar?! Tão estático como o não-respirar é o suicídio pela irracionalidade de um progresso, proposto pelo único ser autodenominado de Racional. Viver para progredir, progredir para morrer.
Tudo isso é tão efêmero... Tão medíocre... Tão racional. E isso me enoja. Pra quê estudei? Pra quê me apaixonei? Pra quê amei? Pra quê perdoei? Pra quê me emocionei? Ou, racionalmente, estou fadado à outra coisa senão a morte? Castelos de cartas não se constroem expostos ao vento.
Agindo racionalmente, doravante não preciso do frio-na-barriga quando o telefone toca, tampouco preciso imaginar que é você. Não se faz necessária a taquicardia ao sentir o toque dos seus lábios, nem o arrepio causado pela proximidade da sua expiração. Não preciso que me ligue durante as madrugadas, nem ficar te ouvindo falar durante horas só pelo prazer de ouvir sua voz. Não preciso crer, somente morrer. É mesmo necessário nascer?
Um minuto para respirar.
Talvez, melhor do que vivermos racionalmente é sermos racionais somente por um minuto, a ponto de perceber que nem tudo é tão simples como saber que dois mais dois são quatro. E quem disse que isto é simples?
Tudo isso é tão efêmero... Tão medíocre... Tão racional. E isso me enoja. Pra quê estudei? Pra quê me apaixonei? Pra quê amei? Pra quê perdoei? Pra quê me emocionei? Ou, racionalmente, estou fadado à outra coisa senão a morte? Castelos de cartas não se constroem expostos ao vento.
Agindo racionalmente, doravante não preciso do frio-na-barriga quando o telefone toca, tampouco preciso imaginar que é você. Não se faz necessária a taquicardia ao sentir o toque dos seus lábios, nem o arrepio causado pela proximidade da sua expiração. Não preciso que me ligue durante as madrugadas, nem ficar te ouvindo falar durante horas só pelo prazer de ouvir sua voz. Não preciso crer, somente morrer. É mesmo necessário nascer?
Um minuto para respirar.
Talvez, melhor do que vivermos racionalmente é sermos racionais somente por um minuto, a ponto de perceber que nem tudo é tão simples como saber que dois mais dois são quatro. E quem disse que isto é simples?
J.S.